sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pequeña Venecia










O nome Venezuela foi dado pelos espanhóis, segundo eles, o país lembrava Veneza.
Venezuela significa pequena Veneza.

A vida aqui segue agitada, pelas visitas e por mudanças en la oficina.
O Pedrão mal foi embora, chegaram os Greven.
Receber a família é mesmo uma delícia. Além de ajudar com a saudade, a gente aproveita para passear - adoooro!!
De tudo o que a Venezuela tem para oferecer em termos de bellezas naturales (que não são poucas!), sem dúvida, o orgulho nacional é Los Roques.
O arquipélago, composto por dezenas de cayos (ilhotas) e toda sorte de vida marinha, sempre esteve nos nossos planos.
Acho que por providências da vida guardamos essa jóia para conhecermos juntos com a família Greven.
Só não sabíamos que ir a Los Roques, além de nada barato (para um venezolano), tem a "sorpresa" do trajeto: um avião (mono o bi motor, depende da sua sorte!).
Se tem uma coisa que não somos é medrosos. Mas não podemos negar que demos as mãos na decolagem e que agradecemos bem baixinho ao pormos os pés no chão de novo.
Dizer que conhecer um lugar desses não tem preço que pague, parece frase de agente de turismo - mas é verdade!!
Eita lugarzinho... Difícil imaginar que haja praias, águas, areia, peixes... Tudo mais bonito...
Fizemos muito snorkeling e vimos tantos peixinhos, peixões, corais e tartarugas (!) que a vontade era de não ir embora nunca mais.
Felizes em termos ido com gente tão especial, felizes em saber que existem lugares tão lindos, quase inexplorados... E agora pertinho de nós!
Agradecemos sempre por essa oportunidade de morar fora, conhecer outra cultura... E estar em um país onde faz sol o ano todo e se tem sempre a sensação de que o paraíso é logo ali.

(os Greven já foram embora, o sofá-cama está vago outra vez, convite refeito aos queridos que se animarem...)

Foto1: Nós e a família Greven - no dia que eles chegaram, antes de sairmos para comer Arepas.
Foto2: Mordomia pouca é bobagem.
Foto3: Vista do avião de uma parte do arquipélago de Los Roques.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De Repente Cuba












E foi assim de repente, por skype, que decidimos tudo.
Na verdade os planos eram para os EUA, tínhamos que regularizar minha situação aqui, comprar minha câmera - enfim, motivos para compras e hamburgueres não faltam!
Mas o visto do Pedro não ficou pronto em tempo e como o Pedrão já estava com as passagens reservadas e eu precisando sair do país... Y Cuba, que tal?! Listo!!
No domingo já estávamos no aeroporto buscando o Pedrão, aí foi correr atrás de tudo: passagens, o passaporte do Pedro que estava preso no consulado americano, alguém para cuidar do Arnold... Uffa!
Na quarta-feira lá fomos nós para o aeroporto... Uma hora depois lá voltamos nós do aeroporto - overbooking!
Primeira vez que pasa isso comigo, eita coisinha chata - vôo de novo, só em dois dias.
Aí, foi aproveitar as regalias dessas situações... Hospedagem em um dos melhores hotéis de Caracas, comes, bebes e piscina... Tudo por conta de nuestro pana Fidel!
Na sexta-feira chegamos ao Simon Bolivar (aeroporto de Caracas) com mais de três horas de antecedência - Aleluia!
Passamos um dia em La Habana, alugamos um carro e seguimos na manhã seguinte para Varadero, onde ficamos dois dias e depois voltamos para La Habana para mais dois.
Cuba é diferente de tudo, mesmo!
O país é lindo, as praias, a gente é simpática, os jardins são uma graça, as ruas largas e sem carros...
Em Varadero só turista, chinês e europeu aos montes - só hotéis cinco estrelas.
La Habana só tem prédios bem antigos, beges, do começo do século passado. Vista de cima parece Paris, de frente muda muita coisa. O povo é bem pobre, as casas estão muito mal cuidadas, as pessoas passam o dia sem muito o que fazer.
Cuba tem uma história (política e social) muito diferente de tudo o que conhecemos.
O país já teve muito dinheiro há 60, 70 anos, hoje tem as paredes já meio caídas que deixam escapar esse passado de glamour... Depois veio a Revolução (que completou 50 anos agora em janeiro), com ela veio o embargo econômico e um presidente/ditador que está lá desde então.
Cuba parece um cristal frágil. Lindo, mas a ponto de quebrar a qualquer momento.
A situação deve dar uma leve melhorada com as quebra de restrições feitas pelo Obama (não posso deixar de acreditar nesse homem!) e logo, logo o Fidel vai morrer e pelo que sentimos do povo, o cara certo para lá não é o Raul - amém!
Amei Cuba! Uma viagem que vale a pena, em todos os sentidos.
Foram só 4 dias, mas trouxemos muito mais que uns cards do Che para montar um quadro - trouxemos história de outras vidas para a nossa.
Torço por eles. Não para se tornem o que o mundo quer que eles sejam. Mas para que o povo tenha, enfim, liberdade de ir e vir, de trabalhar e poder fazer o que quiser com seu dinheiro (mesmo que isso seja um pouco desmedido) e que quando eu volte lá um dia, eu não me sinta constrangida em gastar em uma coca cola e um salgadinho o que eles ganham de salário por todo um mês de trabalho.
E que eles torçam por mim, quem sabe eu também não percebo que tudo tem um por quê e que as coisas vão mais além - assim, quem sabe dia desses, eu não me dê conta de que eu realmente não preciso de um iPhone, por mais fofo e super moderno que ele possa parecer.

Qué viva (una nueva) revolución!


Foto1: Pedro e eu en la Plaza de la Revolución
Foto2: Placa em comemoração aos 50 anos da Revolução
Foto3: Pedro, eu, Pedrão e Varadero (hoje só para turistas)
Foto4: Vista de La Habana do 18º andar do Hotel Habana Libre (tomado durante a Revolução)